Sou deusa, musa, ninfa, diva... Talhada do mámore marfim, esculpida da pedra fria. O que sou? Onde estou? Por que todos me olham? Aqui no Louvre, distante da velha Grécia, longe dos divinos deuses olímpicos. Onde havia ouro e glória só há agora ferrugem e pó. Onde estão meus templos? Meus cultos? Meus sacrifícios? Exilada na austera Paris, reduzida a uma ordinária imagem inanimada, exposta a olhares devoradores de meros mortais. Ultraje titânico. Mediocre mundo moderno, com sua engrenagens de aço e fumaças tóxicas. Aguardo ansiosa o dia em que eles mesmo se sufocarão e sua própria bolha estufa, e nós, deuses, voltaremos à velha era dourada e gloriosa.
Whatever.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Divina Face Ordinária
Sou deusa, musa, ninfa, diva... Talhada do mámore marfim, esculpida da pedra fria. O que sou? Onde estou? Por que todos me olham? Aqui no Louvre, distante da velha Grécia, longe dos divinos deuses olímpicos. Onde havia ouro e glória só há agora ferrugem e pó. Onde estão meus templos? Meus cultos? Meus sacrifícios? Exilada na austera Paris, reduzida a uma ordinária imagem inanimada, exposta a olhares devoradores de meros mortais. Ultraje titânico. Mediocre mundo moderno, com sua engrenagens de aço e fumaças tóxicas. Aguardo ansiosa o dia em que eles mesmo se sufocarão e sua própria bolha estufa, e nós, deuses, voltaremos à velha era dourada e gloriosa.
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Um comentário:
Pobre de nós, sob a mira do olhar vingativo dos deuses. Fúria imortal.
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